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Gas EC 250 - Primeiras Impressões - 29/12/2009
Andando com a Gas Gas EC 250

Gas Gas EC 250 – Primeiras Impressões

No sábado, 26 de dezembro de 2009 fiz a estréia oficial da minha Gas Gas EC 250.

 Minhas últimas experiências positivas com motos 2 tempos aconteceram há quase 15 anos atrás quando venci o Cerapió de 1994 na categoria Senior no comando de uma KDX 200. Ainda em 94 fiz um enduro entre Aracajú e Salvador, que tambem venci, com a mesma KDX 200. Eu adorava aquela moto e a chamava carinhosamente de “minha máquina de fazer trilha”. Depois do enduro, fui visitar uma loja em Salvador e acabei seduzido pela KDX 250. Minha KDX 200 ficou na Bahia e eu voltei para casa com uma moto nova e pensando que eu teria 50 CC e alguns CV´s a mais de prazer na pilotagem. Ledo engano. Depois de um breve e decepcionante relacionamento que terminou com a minha única fratura no motociclismo até hoje (uma clavícula quebrada no Piocerá de 2005) eu iniciei a minha fase de moto 4 tempos que durou uma década e meia. Nesse intervalo eu andei de KLX 650, XR 250 e 400, Tornado 250, Xingfu 125 (na China), DR 400 e KTM 625. Tambem tive a chance de testar a CRF 230, 250 e 450, KTM 250 e 450 e as WR 250 e 450.

Agora voltei a pilotar uma moto 2 tempos. Foi a primeira vez que andei em uma Gas Gas na minha vida. Confesso que estava apreensivo devido à minha briga com a KDX 250 e pelo fato de desconhecer completamente o comportamento da moto espanhola.

Nosso encontro se deu no que os meus colegas de Enduro chamam de o “quintal de casa” pela familiaridade que tenho com as Trilhas da Serra Negra, no município de Bezerros, PE. Se você quer treinar para vencer trilhas difíceis, não deixe de conhecer as trilhas da Serra Negra.

Eu estava esperando levar algumas horas para me adaptar à EC 250. Para minha completa surpresa eu me senti mais em casa com a moto do que com as próprias trilhas da Serra Negra. Em menos de 10 minutos de trilha eu descobri que tinha encontrado uma nova “máquina de fazer trilha”.

A moto foi para a trilha com uma única modificação: Susbstituí o protetor de mão de plástico por um com alma de alumínio. Das muitas coisas que não dispenso em uma moto, uma delas é um protetor de mão resistente que alem de exercer sua função principal que é proteger minhas mãos, tambem pode evitar a quebra das manetes.

A moto me agradou em cheio. Veio com o carburador com a giglagem correta e só foi preciso ajustar a altura da boia para evitar excesso e transbordamento de combustível.

O som do motor e do escapamento, o cheirinho de óleo dois tempos, a elasticidade do motor, o torque impressionante mesmo  em baixa rotação, o peso de 102 Kg, a embragem hidráulica, o mapeamento dúplo do CDI, a suspensão calibrada, os freios precisos e o pneu traseiro largo (140), tudo conspira para te fazer sentir um piloto de verdade. É preciso ter bom senso para não passar dos limites com a EC 250 porque motor não falta.

Como já tenho uma quilometragem avançada e conheço bem meus limites eu consegui me conter. Durante a trilha de sábado não foi possível conhecer meus limites com a Gas Gas em subidas e descidas. O maior sufoco que enfrentamos foi a “subida da Areia” e nós nem tomamos conhecimento da mesma.

Fiquei muito contente com o fato de a moto não ter fervido nesta ladeira. Pilotando minhas motos 4 tempos refrigeradas a água, eu nunca consegui subir a “Areia” sem “ferver água para o café”..

Estou ansioso para voltar à Serra Negra e fazer o “Frutuoso” subindo. Se para descer tivemos que usar o para quedas, acho que a subida vai testar os nossos limites. Tomara que esteja bem quente para que o sistema de refrigeração seja testado mais uma vez.

Outra coisa que me surpreendeu foi o fato de não ter sentido falta do botão de partida. Confesso que depois de mais de uma década apertando o “botãozinho mágico” para funcionar o motor eu estava apreensivo com minha capacidade de pedalar a EC 250. Na realidade, usei o pedal de partida muito menos que eu imaginava. Primeiro a moto não morre facilmente, depois o pedal é super leve e a moto pega quase sempre no primeiro acionamento do click. Aprovei.

Resumindo: Estou muito feliz com a EC 250 e mais feliz ainda com o fato de a WMotoCenter ter se tornado um Revendedor Oficial da Gas Gas do Brasil em Recife.

Se você deseja possuir uma moto bonita, completa, bem acabada, leve, resistente, potente e fácil de pilotar, com uma excelente ciclística e com assistência técnica e peças disponíveis, a Gas Gas é uma excelente opção com uma relação custo x benefício comparável a qualquer outra importada disponível no mercado brasileiro.

Caso você queira fazer um “test ride” na EC 250, venha à WMotoCenter e podemos programar uma trilha teste.

Veja as fotos da Gas Gas na Serra Negra em nosso Album de Fotos.

Wilton Godinho

 
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